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Diabetes Tipo 2 e Disfunção Endotelial (parte 2)

 



    As altas concentrações de glicose nos vasos sanguíneos levam a grandes concentrações de glicose no interior das células vasculares, pois elas são insulino-independentes. Esse acúmulo de glicose leva a uma superatividade das vias metabólicas que culmina com uma superprodução de espécies reativas de oxigênio (EROS), os famosos "radicais livres". Dentre esses radicais livres está o ânion superóxido, principal responsável - dentre os radicais livres - pela disfunção endotelial. O superóxido se une à molécula de óxido nítrico (NO), essa molécula induz relaxamento do músculo liso da parede do vaso, dilatando-o, o que aumenta o fluxo sanguíneo e diminui a pressão arterial. 

    Além da função inativadora do NO, o superóxido é capaz de realizar a nitração de alguns substratos. Isso porque quando o superóxido inativa a molécula de óxido nítrico, forma-se o composto peroxinitrito, que é altamente oxidativo e consegue penetrar facilmente através da membrana plasmática da célula. Dentro da célula o peroxinitrito causa a nitrosilação de enzimas antioxidantes e da NO sintetase endotelial, enzima responsável pela produção do NO. Ou seja, além de inativar o NO formado, o superóxido impede a formação de novas moléculas e atrapalha a função das enzimas antioxidantes... Miserável! 

    Em suma, essa alteração no funcionamento dos vasos sanguíneos leva a um aumento dos batimentos cardíacos para impulsionar o sangue pelos vasos que não estão mais se dilatando. Essa alteração, se não corrigida, levará à hipertrofia do músculo cardíaco (crescimento do coração), aumento da pressão arterial e possíveis problemas renais... "Só isso". 

    Portanto, o controle das variações glicêmicas é de extrema importância. Procure um bom nutricionista para que ele, em sintonia com seu médico, monte a melhor estratégia para controlar sua glicemia. ;-)


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José Marçal 


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