A fome difere do apetite. Enquanto a primeira está relacionada à necessidade energética, a segunda envolve o desejo pela satisfação emocional. Ivan Pavlov demonstrou que podemos condicionar o apetite a um determinado estímulo, isso ilustra perfeitamente o papel da preferência sobre a ingestão alimentar.
Podemos comer determinado alimento simplesmente pelo prazer que ele nos traz, mesmo que não estejamos com fome naquele momento. Agora imagine um indivíduo que, quando criança, tinha nos seus momentos de tristeza o paliativo do bolo de chocolate da sua mãe. Este indivíduo cresce e passa por situações complicadas como qualquer outra pessoa e em cada uma delas ele recorre a porções cada vez maiores de bolo de chocolate.
A "sensação de que vai passar" foi condicionada a um alimento específico e isso é mais delicado do que o ajuste bioquímico da termodinâmica, onde o déficit calórico causa o emagrecimento. Nesse caso não basta contar calorias, é preciso ter paciência e tratar essa necessidade de recompensa alimentar de forma que ocorra as adaptações esperadas e que o paciente se sinta bem.
José Marçal
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